O Botafogo/RJ segue em reuniões para debater o aporte prometido por John Textor, com o financiamento junto a GDA Luma Capital e Hutton Capital e a primeira parcela estimada em US$ 28 milhões ( R$ 147,4 milhões ).
O empresário norte-americano explicou como está a situação de momento, após reuniões ao longo do fim de semana, inclusive depois do clássico contra o Fluminense/RJ na noite deste domingo 01/02/2026.
Uma auditoria foi contratada para analisar as condições do investimento.
Quero esclarecer exatamente onde estamos em relação ao aporte.
Fiquei desapontado por não conseguir abordar as complexidades disso na quinta-feira, porque queríamos fazer um anúncio significativo antes do jogo contra o Cruzeiro/MG o 4 a 0 sobre o Cruzeiro/MG, caso alguém tenha esquecido.
Nós temos mais do que US$ 25 milhões em uma conta.
É a primeira parcela de um financiamento muito maior que nós estamos aqui detalhando e descrevendo mais profundamente em benefício do clube social.
Neste momento, a Ares tem, na verdade, apoiado.
Pode ter havido algumas indicações contrárias, mas a Ares apoia a entrada de dinheiro no clube. A Eagle Bidco, o Conselho inteiro antes de eu fazer mudanças, aprovou a resolução em apoio a esse financiamento – iniciou Textor, em entrevista ao “GE”.
A direção da SAF, refere-se ao CEO Thairo Arruda, agora está totalmente alinhada.
O apoio que precisamos da direção existe.
Mas é um financiamento bastante complicado e há muita coisa envolvida.
Não estamos só tentando financiar essa janela de transferências, o transfer ban.
Queremos garantir que vamos resolver esse problema de vez, e que vamos capitalizar propriamente um clube a nível de disputar campeonatos daqui em diante.
O clube social está tendo que digerir muitos detalhes de forma muito rápida.
A viagem ao BTG em São Paulo/SP não foi como tem sido reportada, pedindo dinheiro a um banco.
Eles são ótimos assessores financeiros do clube social e foi importante que nós explicássemos tudo a eles.
Aproveitamos a nossa viagem juntos, ainda temos algum trabalho a fazer, mas esperamos resolver tudo rapidamente.
É importante que você tenha aprovação de todos na organização.
O novo capital investidores gosta de saber que todos estão a bordo.
Ninguém quer financiar uma nova situação onde você tem um parceiro significativo, como o clube social, que não esteja a par de todos os documentos e não entenda o porquê de estar acontecendo.
Nenhum investidor neste tipo de situação gostaria de que questionassem a validade do aporte, dos documentos.
E isso é bastante habitual.
Ninguém quer financiar uma situação com votos distintos.
É um requisito bastante comum entre pessoas com bastante capital em jogo.
Na entrevista que concedeu ao GE na madrugada desta segunda-feira 02/02/2026 John Textor também falou sobre o debate que teve com Thairo Arruda.
O jornal O Globo noticiou que ele chegou a demitir o CEO, decisão que não teve efeito prático devido a uma liminar judicial em vigor que proíbe mudanças no quadro administrativo e societário.
Thairo apoia a entrada do capital.
Certamente tivemos um debate acalorado sobre como estruturar, quais fontes iríamos considerar e alternativas.
Você ouviu muito sobre isso.
No fim, eu sou o dono.
Sou o acionista majoritário da Eagle Holdings, da Eagle Midco, o único diretor da Eagle Bidco.
Sou o dono, e é comum ter um debate entre o dono e um diretor.
Mas, no fim, é a minha decisão.
Agora, há apenas um outro acionista na mesa, que é o clube social.
Estamos trabalhando juntos, começou Textor.
Acho que é uma situação muito maior do que o Botafogo/RJ.
É uma transação em que estamos buscando refinanciar o nosso credor da Eagle Ares.
A razão para estarmos fazendo e reestruturando coisas tem muito a ver com a estratégia global, que não afeta só o Botafogo/RJ.
Eu não tenho certeza se ele Thairo Arruda, tinha a dimensão total da situação.
Thairo Arruda foi procurado pela reportagem do GE para se manifestar sobre as declarações de John Textor, mas ainda não se posicionou.





